o Quarto dia, seguido do melhor dia de viagem até então, foi o pior!
Acordo no hostal, e tomo café da manhã, (no dia anterior tinha sido muiiiiiiiiito bom), o qual era provido de: Pão! Sim...só pão :S
Tudo bem, comi o dito pão e segui para Villajon, Primeira cidade boliviana...
Na verdade, pararemos por aqui, porque eu quase segui a Villajon...
Em todas os países do Mercosul basta apenas teu RG para circular, mas parece que a Bolívia não aceitou isso...
Estava com minha carteira de motorista, e não me permitiram entrar porque não era identidade. Aceitam em todos os países a Carteira de Motorista, menos na Bolívia.
Muito bati o pé tentando convencer o carinha da aduana a me deixar passar...mas não deu...
enfim, que eu poderia seguir viagem porque tem uma excursão que sai de La Quiaca até o Salar de Uyuni por apenas 57 pesos. Mas como estava pê da vida resolvi não fazê-lo.
Depois de todo o ocorrido, conheci duas gurias muito divertidas que tentavam falar português, e tenho lá minhas dúvidas se elas não falam melhor do que eu!
São de Buenos Aires.
Conversamos por cerca de duas horas. Peguei o busão direto para Humahuaca, um vilarejo lindo que faz parte do novo trajeto: A Quebrada de Humahuaca!
Chegando no vilarejo, acho que era umas 22:00h, logo que desço do ônibus, entro no restaurante do Terminal para jantar. Comi carne de Lhama ao molho de mostarda com batatas....Formidável. Incrível mesmo. Parece muito com carne de gado, mas tem um gosto mais forte. Meio complicado explicar. Só que é um pouco mais dura que a carne bovina.
Pego então um rumo aleatório a procura de um hostal. De cara encontro um baratíssimo, mas sem muitas coisas...mas confortável para dormir...na minha situação estava ótimo!
Vou então fazer minha primeira ligação internacional...hehehe...uma das coisas mais baratas na Argentina é telefone...o custo de uma ligação internacional para celular é 74 centavos de pesos por minuto! Cerca que R$ 0,30.
É óbvio que abusei do tempo né!
aeiauehuahe
O vilarejo, com pouquíssimos habitantes (cerca de 3000), recebe mais de 1500 turistas por dia. Algo absurdo. As ruas lotadas até altas horas da madrugada com muito fuzuê e festerê.
Muito bom isso.
Portanto, meu dia não foi completamente ruim...e talvez essa mudança de rota tenha sido algo realmente bom.
Espero que sim!
*Só para constar que aqui ninguém usa capacete para andar de moto, e os motoristas de onibus ficam ligando o tempo todo do celular enquanto dirigem!
aeihuae
chega a ser engraçado!
domingo, 16 de janeiro de 2011
A última sao os argentinos que conheci
O terceiro dia de viagem foi um dos melhores da viagem. Tudo foi muito perfeito....Quase...
Foi simples, mas supreendentemente animador.
No terminal não tinha mais passagens para San Pedro de Atacama (como sempre), então comprei direto a La
Quiaca, fronteira com a Bolívia.
Enquanto aguardava, fiz amizado com 4 argentinos (3 chicas e um chico: Baleria, Florência, Andreas e Carla)
Minha opinião sobre Argentinos muda a cada dia, e cada vez sobem em meu conceito.
Depois, já no ônibus, sempre dois andares e com ótimos filmes, conheci Lantaro, outro argentino de La Plata, assim como aqueles descritos acima.
Passando pelas cidades até La Quiaca, existe a Quebrada de Humahuaca, que é o lugar mais belo que já conheci em minha vida. Mas isso depois falarei mais.
Então, seguindo viagem, conheço um garotinho de 12 anos de Salta que estava indo a La Quiaca. Conversei com ele por muito tempo, o que ajudou muito para melhorar minha pronúncia.
Ao chegar em La Quiaca fui para um hostal ruim e caro!
Era tudo muito bom antes disso para ser verdade.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
2o Dia!
Dia 2!
Chego pontualmente às 6:40 em Resistência, e ali conheço dois italianos: Marco e Daniele.
Todos estamos com destino a Salta, contudo, ônibus para lá, somente as 19 horas.
Descubro então um bus às 8 horas até Joaquim V. Gonzales, e aviso Marco e Daniele.
Pela primeira vez o ônibus saiu atrasado, mas ao destino o horário de chegada foi com um mínimo de atraso: 17:30. Estou começando a enjoar de ônibus. Neste trajeto conheci algumas senhoras argentinas que foram até Pampa del Infierno e Aviá Terai.
Um detalhe...quando entrei no ônibus, passou o comissário de bordo(não sei como chama isso em ônibus) recolhendo o lixo...pensei comigo "Nossa, que prestativos e limpos!"
Eu estava enganado! O ônibus diminuiu a velocidade e ele jogou aquele saco enorme de lixo na beira do asfalto. Pensei em dar uma voadora nele, mas resolvi deixar quieto...dessa vez passa.
Após estarmos em Gonzales, tínhamos que chegar a Salta. Tinha um ônibus que sairia 18:30 por 40 pesos e chegaria ao destino perto da meia noite. Os italianos e eu, pegamos um taxi por 50 pesos e as 20:30 estávamos na cidade.
Entrou no taxi tambem, uma moça argentina para o mesmo destino...ela e seu filho, um muleke de 3 anos.
Após a chegada a cidade, nos dividimos: Marco e Daniele foram ao centro da cidade e eu fui a rodoviária.
Só tenho que dizer que Salta é uma cidade explêndida, formidável!
Existem muitos passeios aqui que farei na volta.
Depois de muito rodar por Salta, encontro un hostal com vaga. Neste hostal conheci 2 argentinos, mas uma funcionária que me explicou cada detalhe de Bolívia Chile e Peru, e depois até dei informações para um francês.
Agora me voy até San Pedro Atacama, e depois decido o resto.
PS:. Aqui não pega meu celular(tim), mas descobri que pega Claro.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
O começo da viagem para o Oeste da América do Sul
El premero día 11/01
Hoje já acordei atrasado para viagem, viagem esta, tão esperada!
Me despeço dos últimos conhecidos e me voy a rodoviária. No caminho encontro com Daniel, que subirá até o Peru dia 15 se não me falha o cocoruto.
Pego o ônibus na Rodoviária às 11:30 em direção a Barracão - PR, e chego lá as 13:20. Mesmo sendo apenas 70 km de distância, o ônibus teve que fazer 2 ou 3 paradas para ajustes nos freios. País emergente com emergência nos transportes.
Almoço em Dionísio Cerqueira -SC e rumo a fronteira....pronto, agora é pra valer...Que comece a aventura!
BERNARDO DE IRIGOYEN
Por tantas vezes que já tenha ido até esse local, está foi a mais empolgante(mais que a primeira ida ao exterior). Logo que entrei na Argentina, dirigi-me até a casa de câmbio e peguei minha grana toda em dólares, ficando apenas com 50 reais....jamais façam isso! Logo saberão porque!
De cara vou para pegar o bus num terminal. Nada comparado as rodoviárias brasileiras...Uma lixeira! Isso até chegar o ônibus
ESPANTO
Um bagual de um ônibus de 2(dois) andares, limpo, muito bem conservado e acreditem: ERA UM PINGA-PINGA! Fiquei abismado.
Um caminho lindo que passou Eldorado, Puerto Rico e chegou aonde estou agora: Posadas.
Mesmo com tantas belezas no trajeto, eles passavam filmes, e filmes bonsss inclusive. Juro que não era Lagoa Azul nem Dênis, o Pimentinha, como estamos acostumados. Sem falar que no segundo andar(era onde eu estava) tinha 4 tvs para ver o filme, e não duas como nós temos.
Estou perplexo....nunca imaginei que pudesse admirar a Argentina!
Já perto de Posadas, começo ouvir uma rádio no celular para acostumar os ouvidos. Num grupo de oração dos carismáticos. De cara aprendi o Pai-nosso e Ave-Maria: A Viagem está abençoada!
A mulher que puxava as orações errou a Ave-Maria, e depois disso elas rezavam e riam ao mesmo tempo. Não sei se é comum aqui isso, mas eu me rachei rindo!
Chego em Posadas.
O TORMENTO DOS DÓLARES
Como o ônibus era pinga-pinga, a passagem era comprada durante a viagem. A passagem até Posadas custava 55....pesos. Com a empolgação da viagem, esqueci de comprar a moeda local. Na viagem que eles não íam fazer essa troca, mas como já havia andado um eito, o cara foi bondoso e teve dó de mim, aceitou em reais. Trocou então pela cotação de 1 REAL POR PESO!!!!!!!
Depois reclamam que chamam os Argentinos de FDP! A cotação atual é de 45 centavos de real.
Mas ele me fez por míseros 50 reais daí...daria 2 passagens! Mas mesmo assim saiu mais barato que sairia no Brasil. 6 horas de viagem,aproximadamente 400 km...No Brasil isso sairia perto de 80 Pila.
Na Rodoviária de Posadas ninguém trocava dólares...quase tive que ir pro cassino jogar pra conseguir grana....mas aí encontrei uma empresa que aceitou!
Passagem comprada para mais 400 km por 91 pesos, em um ônibus do mesmo patamar do primeiro. Troquei uma nota de 100 dólares, comprei a passagem e ainda me sobrou 306 pesos pra torrar.
Jantei em uma pizzaria, comi duas pizzas, tomei um litrão de Quilmes por 24 pesos! Quase o mesmo preço do Brasil! Até parece né!
Agora é 1:25 aqui, e aí é 2:25...Estou saindo daqui 15 minutos para Resistência, e chego lá as 6:40 da matina!
Viagem está ótema!
Um abraço a todos!
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